Está a olhar para uma lista com dezenas de nomes, fotografias e pequenas descrições, e não faz ideia por onde começar. Todos parecem competentes. Todos têm frases bonitas sobre intuição, sensibilidade e anos de experiência acumulada ao longo de muitas consultas diferentes. E, no entanto, algo em si hesita antes de clicar em qualquer um deles, porque esta escolha não é como escolher um produto qualquer numa loja online. É escolher a pessoa a quem vai contar algo que talvez nem tenha dito em voz alta a ninguém antes deste momento.
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Este artigo não vai repetir o que já se costuma dizer sobre como distinguir um profissional sério de um oportunista, isso já foi explicado com detalhe noutro artigo do blog. O que este artigo oferece é outra coisa, mais prática e menos falada: como escolher, entre vários profissionais igualmente honestos e competentes, aquele que é certo especificamente para si, para a sua pergunta e para o momento que está a viver.
Antes de escolher o especialista, escolha a pergunta
O erro mais comum começa antes de sequer se olhar para um perfil: começar a procurar um "bom tarólogo" sem primeiro saber, com alguma clareza, o que se quer perguntar.
A escolha do especialista certo depende, em primeiro lugar, do tipo de questão que traz. Uma dúvida sobre o rumo de uma relação pede um perfil diferente de uma dúvida sobre uma decisão profissional complicada, e ambas pedem um perfil diferente de alguém que procura, sobretudo, compreender um padrão espiritual mais amplo na sua vida. Nem todos os especialistas trabalham da mesma forma todos os temas, e reconhecer isto antecipadamente poupa tempo e dinheiro.
Vale a pena, sempre antes de escolher, escrever para si mesma, ainda que de forma bastante informal, o que quer realmente perceber. Não precisa de ser uma pergunta perfeitamente formulada. Pode ser tão simples como "quero perceber porque é que sinto sempre a mesma coisa nas minhas relações" ou "preciso de clareza sobre uma mudança de carreira que me assusta". Esta clareza inicial, mesmo mínima, já orienta a escolha do profissional muito mais do que qualquer lista de qualidades abstratas alguma vez conseguiria.
A Beatriz, antes de escolher o seu primeiro especialista na plataforma, admite que passou quase meia hora a saltar de perfil em perfil sem conseguir decidir-se. O que mudou tudo foi parar e escrever, num papel, uma única frase: "quero perceber porque continuo a atrair o mesmo tipo de relação." Com essa frase em mente, deixou de olhar para todos os perfis da mesma forma, e começou a reparar em quais deles mencionavam explicitamente experiência com padrões relacionais e temas de amor. A escolha, que antes parecia impossível, tornou-se muito mais direta assim que soube exatamente o que estava a procurar.
Os especialistas disponíveis na plataforma cobrem uma variedade ampla de temas e estilos, e é precisamente essa variedade que torna a clareza inicial sobre a própria pergunta tão valiosa: sem ela, a abundância de opções transforma-se em confusão; com ela, transforma-se numa vantagem real.
Tarólogo, cigano ou terapeuta: nem todos os especialistas trabalham da mesma forma
A Consultas Divinas organiza os seus profissionais em categorias distintas, e compreender a diferença entre elas é o primeiro passo prático para uma escolha informada.
Os tarólogos trabalham principalmente com o tarot tradicional, o baralho de setenta e oito cartas dividido em arcanos maiores e menores, e tendem a oferecer leituras estruturadas em torno de arquétipos e simbolismo estabelecido há séculos. É a escolha mais indicada para quem procura uma leitura com uma linguagem simbólica rica e bem documentada, e para quem valoriza compreender o "porquê" por trás da mensagem, não apenas o "o quê".
Os especialistas da categoria cigana trabalham sobretudo com o baralho cigano, também conhecido como Lenormand, um sistema com trinta e seis cartas que tende a ser mais direto e concreto nas suas respostas. Quem procura clareza rápida e objetiva sobre uma situação prática, sem tanta camada simbólica a decifrar, costuma sentir-se mais bem servido por este tipo de leitura. Para perceber melhor esta distinção antes de escolher, o artigo sobre a diferença entre tarot e baralho cigano explica com mais detalhe as diferenças práticas entre os dois sistemas.
Já os terapeutas holísticos trabalham fora do universo das cartas, através de práticas como reiki, radiestesia ou limpeza energética, e são a escolha indicada quando a questão não é tanto "o que vai acontecer" mas "como recuperar o equilíbrio energético" numa determinada área da vida. Quem procura uma leitura de tarot mas na verdade sente que o que precisa é de um trabalho energético mais profundo, como uma limpeza ou um reequilíbrio, pode beneficiar de conversar primeiro com um terapeuta antes de decidir se uma leitura de cartas é, de facto, o que responde à sua necessidade.
O Miguel procurou inicialmente um tarólogo para perceber porque sentia um bloqueio persistente na carreira, mas ao ler os perfis disponíveis reparou que várias das descrições de terapeutas mencionavam especificamente "bloqueios energéticos profissionais" como uma das suas áreas de trabalho. Decidiu experimentar primeiro uma consulta com um terapeuta em vez de um tarólogo, e essa escolha revelou-se mais adequada à sua situação: o que precisava não era tanto de uma leitura sobre o futuro da sua carreira, mas de um trabalho que ajudasse a desbloquear a energia que sentia estagnada. Casos como este mostram que a categoria certa de especialista, e não apenas o especialista certo dentro de uma categoria, já é meio caminho andado para uma consulta verdadeiramente útil.
Há ainda uma quarta possibilidade que muitos consulentes desconhecem: alguns profissionais da plataforma trabalham simultaneamente com mais do que um sistema, combinando por exemplo tarot com oráculo dos anjos, ou baralho cigano com radiestesia. Estes perfis híbridos podem ser particularmente úteis para quem tem uma questão complexa que beneficia de mais do que uma lente de leitura, mas também exigem uma leitura mais atenta do perfil para perceber exatamente que combinação de ferramentas o profissional utiliza e em que ordem costuma recorrer a cada uma delas.
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Como ler um perfil de especialista com atenção
Depois de saber que tipo de profissional procura, o passo seguinte é aprender a ler um perfil individual de forma que revele mais do que a primeira impressão.
O número de consultas realizadas é um dos indicadores mais objetivos disponíveis, embora não deva ser o único critério de escolha. Um especialista com centenas de consultas já enfrentou uma variedade grande de situações e perguntas, o que costuma traduzir-se numa capacidade maior de adaptar a leitura ao caso concreto de cada consulente. Isto não significa que um profissional mais recente na plataforma seja necessariamente pior, mas significa que a experiência acumulada é um dado real a considerar, não apenas um número decorativo.
As especialidades listadas no perfil merecem mais atenção do que costumam receber. Quando um perfil menciona especificamente "tarot romântico", "oráculo dos anjos" ou "vera sibilla italiana", está a comunicar algo concreto sobre o tipo de leitura que esse profissional pratica com mais frequência e mais à vontade. Escolher alguém cuja especialidade listada corresponda de perto à sua pergunta tende a produzir uma leitura mais afinada do que escolher aleatoriamente entre perfis genéricos.
Vale também a pena reparar na forma como o próprio especialista descreve o seu método de trabalho. Descrições que falam em "leitura intuitiva" sugerem um profissional que trabalha mais a partir da sensibilidade e da impressão energética do momento, enquanto descrições que falam em "leitura simbólica" ou "análise das cartas" sugerem alguém que trabalha de forma mais estruturada, seguindo de perto o significado tradicional de cada carta. Nenhuma abordagem é superior, mas cada uma serve melhor personalidades e necessidades diferentes: quem gosta de compreender o raciocínio por trás de cada resposta tende a preferir o segundo tipo, enquanto quem valoriza mais a mensagem em si, sem precisar de a desconstruir passo a passo, tende a preferir o primeiro.
A Carla, que trabalha como gestora de projetos e está habituada a pensar em termos lógicos e estruturados, reconhece que só encontrou o especialista certo para si quando escolheu, de propósito, um perfil que descrevia explicitamente uma abordagem "analítica e detalhada" em vez de um que falava apenas em "conexão intuitiva profunda". Não foi por acaso: sabia que precisava de perceber o "porquê" de cada interpretação para confiar verdadeiramente na leitura, e escolher um estilo alinhado com essa necessidade pessoal fez toda a diferença na forma como recebeu a mensagem das cartas. Uma amiga sua, com um temperamento mais espontâneo e menos analítico, teria provavelmente uma experiência mais rica com o tipo de leitura que a Carla evitou escolher, o que ilustra bem como não existe um "melhor estilo" objetivo, apenas um melhor ajuste para cada pessoa.
A tradição do baralho também importa
Um detalhe frequentemente esquecido, mas relevante, é que nem todos os tarólogos trabalham com o mesmo baralho, e a tradição escolhida influencia o tom e a textura da leitura.
O baralho de Rider-Waite, o mais comum internacionalmente, usa imagens narrativas e simbólicas que muitos consulentes acham mais fáceis de acompanhar visualmente. O tarot de Marselha, uma tradição mais antiga e europeia, trabalha com uma simbologia mais geométrica e menos ilustrativa, o que exige do tarólogo uma interpretação mais assente na numerologia e na estrutura das cartas do que na narrativa visual. Para quem se interessa por esta tradição específica, vale a pena ler o artigo sobre tarot de Marselha antes de escolher um especialista que trabalhe com este sistema.
Esta escolha de baralho não é meramente estética. Um especialista que trabalha maioritariamente com Rider-Waite tende a construir leituras mais narrativas, quase como pequenas histórias que se desenrolam carta a carta. Um especialista de Marselha tende a oferecer leituras mais analíticas, onde os números e as combinações entre arcanos ganham um peso interpretativo maior. Saber isto antes de escolher ajuda a alinhar as expectativas com o estilo real da consulta que vai receber.
Há ainda especialistas que trabalham com baralhos mais raros dentro da própria plataforma, como o Vera Sibilla Italiana ou oráculos específicos ligados a tradições ciganas, como o baralho de Maria Padilha. Estes sistemas mais específicos costumam atrair consulentes que já têm alguma experiência prévia com leituras e procuram algo distinto do tarot convencional, seja por curiosidade sobre uma tradição diferente, seja porque uma leitura anterior com um sistema mais comum não trouxe a clareza que procuravam. Para quem nunca ouviu falar destes sistemas mais raros, vale a pena não os escolher como primeira experiência, precisamente porque a familiaridade prévia com a linguagem simbólica do tarot convencional ajuda a interpretar melhor o que se segue quando se avança para sistemas mais específicos.
O papel do preço e do formato na decisão
O aspeto prático do preço raramente é discutido abertamente quando se fala de escolher um especialista, mas é um fator real que influencia a experiência da consulta e não deve ser ignorado por vergonha ou por receio de parecer pouco espiritual.
Todos os formatos de consulta na Consultas Divinas seguem a mesma estrutura de preços, chat a 0,85 euros por minuto, vídeo ou telefone a 1,05 euros por minuto, e email entre 10 e 12 euros, independentemente do especialista escolhido. Isto significa que a duração da consulta, não o profissional em si, é o fator que mais influencia o custo total. Uma consulta de quinze minutos por chat custa sensivelmente o mesmo com qualquer especialista da plataforma, o que retira do preço grande parte do peso que normalmente teria numa decisão deste tipo.
Isto liberta a escolha para se focar no que realmente importa: a especialidade, o estilo de leitura pessoal e o rapport genuíno, em vez de comparar preços entre diferentes profissionais como se estivesse simplesmente a fazer compras. Ainda assim, vale a pena definir antecipadamente quanto tempo pretende dedicar à consulta, porque isso influencia diretamente o formato mais adequado a escolher. Uma primeira consulta exploratória, em que ainda está a conhecer o estilo do especialista, pode fazer sentido ser mais breve e menos exigente. Uma consulta sobre um tema complexo e emocionalmente carregado pode justificar reservar mais tempo, ou optar pelo formato de email, que permite ao especialista desenvolver uma resposta mais completa sem a pressão do tempo real a correr constantemente.
Reconhecer bom rapport na primeira consulta
Há um elemento que nenhuma lista de critérios objetivos consegue substituir por completo: a qualidade da ligação pessoal entre consulente e especialista, o que na linguagem comum se chama simplesmente rapport.
Nos primeiros minutos de uma consulta, há sinais que costumam indicar que encontrou a pessoa certa. O especialista ouve antes de falar, faz perguntas que ajudam a clarificar o que realmente quer saber, em vez de avançar imediatamente para interpretações genéricas. Explica o que está a ver nas cartas de forma que faz sentido para si, ajustando a linguagem ao seu nível de familiaridade com o tarot, sem soar nem condescendente nem excessivamente técnico. E, sobretudo, cria um espaço onde se sente confortável para fazer perguntas adicionais sem receio de parecer a interromper.
Um sinal mais subtil, mas igualmente revelador, é a forma como o especialista lida com o silêncio. Profissionais experientes não têm pressa de preencher cada pausa com mais palavras, e sabem que um momento de silêncio depois de uma revelação importante pode ser exatamente o que o consulente precisa para processar o que ouviu. Se sentir que o especialista respeita este ritmo, em vez de o atropelar com informação constante, é geralmente um bom sinal de que está perante alguém que prioriza a sua experiência acima da necessidade de demonstrar conhecimento.
A Inês descreve a sua primeira consulta com uma taróloga da plataforma como tendo "um ritmo estranhamente calmo", apesar de estar nervosa antes de começar. Em vez de começar imediatamente a tirar cartas, a especialista perguntou-lhe como estava a sentir-se naquele momento e o que esperava, genuinamente, de sair daquela conversa. Foi só depois dessa breve troca, quase informal, que a tiragem começou, e a Inês recorda que sentiu, já nesse primeiro minuto, que aquela consulta seria diferente de uma leitura apressada e genérica. Este tipo de abertura inicial, simples e sem grandes cerimónias, costuma ser um dos indicadores mais fiáveis de que o especialista está verdadeiramente presente, e não apenas a seguir um guião.
Repare também em como o especialista reage se lhe disser que algo da leitura não faz sentido para si. Um bom profissional não se defende nem insiste teimosamente na sua interpretação original; explora consigo outras camadas possíveis de significado, reconhecendo que o consulente tem acesso a um contexto de vida que o especialista não tem. Esta flexibilidade, longe de ser sinal de fraqueza na leitura, é geralmente sinal de maturidade profissional.
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Se a primeira escolha não for a certa, isso não é um fracasso
Uma das ideias mais úteis, mas menos discutidas, é que a primeira consulta com um especialista específico nem sempre é a definitiva, e isso não representa qualquer falha da sua parte.
A relação entre consulente e especialista é, no fundo, uma relação pessoal, tal como acontece com qualquer outro tipo de acompanhamento profissional. Duas pessoas igualmente competentes podem simplesmente não ter a mesma sintonia com um consulente específico, sem que isso signifique que uma delas é melhor ou pior do que a outra objetivamente. Se sair de uma consulta com a sensação de que algo não encaixou, mesmo sem conseguir explicar exatamente o quê, essa sensação merece ser levada a sério.
Experimentar um especialista diferente depois de uma primeira consulta que não correspondeu às expectativas não é desistir do tarot, é simplesmente reconhecer que a compatibilidade pessoal é parte do processo. Muitos dos consulentes mais satisfeitos com o tarot ao longo do tempo passaram por esta fase de experimentação antes de encontrarem o profissional, ou os profissionais, com quem sentem mais confiança para voltar sempre que precisam de orientação.
O Rui conta que a sua primeira consulta, com um especialista de estilo muito estruturado e técnico, o deixou com a sensação de ter recebido uma explicação académica em vez de uma orientação pessoal. Isso não significava que o especialista fosse mau, significava apenas que aquele estilo específico não era o que o Rui precisava naquele momento. Na segunda tentativa, escolheu um perfil que descrevia explicitamente um estilo "intuitivo e conversacional", e a diferença na experiência foi imediata: sentiu-se ouvido de uma forma que a primeira consulta não tinha proporcionado. Hoje, o Rui recomenda a quem começa que encare a primeira consulta como uma experiência exploratória, não como um teste que se pode "falhar", porque a única coisa que uma primeira consulta desalinhada realmente revela é informação útil sobre o que procura a seguir.
Perguntas a considerar antes de reservar a consulta
Para tornar esta escolha mais concreta, há um pequeno conjunto de perguntas que vale a pena colocar a si mesma antes de reservar uma consulta específica.
Qual é exatamente a pergunta ou o tema que quero explorar, e que tipo de especialista, tarólogo, cigano ou terapeuta, corresponde melhor a esse tema? A especialidade listada no perfil deste profissional coincide com o que procuro? O número de consultas e as avaliações disponíveis transmitem-me confiança suficiente para avançar? Prefiro uma leitura mais intuitiva e fluida, ou uma leitura mais estruturada e explicada passo a passo, e o estilo descrito neste perfil corresponde à minha preferência?
Uma última pergunta, talvez a mais simples de todas mas frequentemente ignorada: ao ler a descrição deste especialista, sinto alguma coisa, curiosidade, confiança, identificação? A intuição pessoal, mesmo antes de qualquer consulta ter começado, já é uma informação válida a considerar. Não é preciso justificá-la racionalmente para lhe dar algum peso na decisão final.
O que preparar antes da consulta, independentemente do especialista escolhido
Depois de escolher o profissional, há uma última camada de preparação que influencia diretamente a qualidade da experiência, independentemente de quão bem escolhido tenha sido o especialista.
Chegar à consulta com uma pergunta demasiado vaga é uma das formas mais comuns de sair insatisfeito, mesmo tendo escolhido um excelente profissional. "Vou ser feliz?" ou "o que me reserva o futuro?" são perguntas que qualquer especialista terá dificuldade em responder de forma útil, simplesmente porque não dão nenhuma direção à leitura. Formular a pergunta com um mínimo de especificidade, "o que preciso de compreender sobre a tensão que sinto no meu trabalho atual" em vez de "vou ser bem sucedida", faz uma diferença enorme na utilidade prática da resposta que recebe, independentemente de quem seja o especialista do outro lado.
Vale também a pena chegar à consulta com alguma abertura para ouvir algo que talvez não esteja à espera. Um especialista bem escolhido, com quem sente rapport genuíno, ainda assim só pode ajudar até onde a sua própria abertura permitir. Se entrar na consulta já convencida da resposta que quer ouvir, mesmo o melhor profissional terá dificuldade em oferecer uma perspetiva que realmente acrescente algo à sua compreensão da situação.
Rapport à parte, há também sinais de confiança e de ética profissional que qualquer especialista sério deve cumprir, independentemente do estilo de leitura ou da especialidade escolhida. O artigo sobre como funciona uma consulta de tarot online aprofunda estes sinais de confiança com mais detalhe, e vale a pena lê-lo em conjunto com este, precisamente porque os dois tratam de aspetos complementares da mesma decisão: um foca-se em reconhecer profissionalismo genuíno, o outro em encontrar o ajuste certo entre esse profissionalismo e as suas necessidades específicas.
Combinar diferentes ferramentas de leitura
Para quem está a começar agora a explorar este universo e ainda não sabe bem que tipo de leitura prefere, vale a pena começar por uma base mais ampla antes de se especializar na escolha de um profissional específico. O guia para iniciantes em tarot explica os primeiros passos de forma acessível, ajudando a formar uma primeira ideia sobre o que se procura antes de escolher entre os muitos perfis disponíveis.
Vale ainda considerar que uma leitura de tarot pode ser complementada por outras ferramentas que oferecem perspetivas diferentes sobre a mesma questão. Um mapa astral, por exemplo, revela a estrutura mais permanente da personalidade e dos ciclos de vida, enquanto o tarot capta a energia específica do momento presente. Combinar as duas ferramentas, eventualmente com especialistas diferentes ou com o mesmo profissional se trabalhar ambas as áreas, costuma trazer uma visão mais completa do que qualquer leitura isolada.
Esta lógica de combinação também se aplica à escolha de especialistas ao longo do tempo, não apenas numa única consulta. Não há nenhuma regra que obrigue um consulente a manter-se fiel a um único profissional para sempre. É perfeitamente comum, e até recomendável, consultar especialistas diferentes consoante o tipo de questão que surge em diferentes momentos da vida, um para questões amorosas, outro para questões profissionais, outro ainda para um acompanhamento espiritual mais contínuo. Pensar na relação com os especialistas da plataforma como uma rede de recursos diversos, em vez de procurar um único "oráculo definitivo" para todas as perguntas, tende a produzir resultados mais satisfatórios a longo prazo.
O valor de ler experiências de outros consulentes
Antes de tomar a decisão final, vale a pena dedicar alguns minutos a ler as experiências de quem já consultou os profissionais que está a considerar.
Os depoimentos de consulentes oferecem um tipo de informação que nenhum perfil consegue transmitir sozinho: como é, na prática, estar do outro lado de uma consulta com aquele especialista específico. Preste atenção não apenas ao tom geral, positivo ou negativo, mas aos detalhes concretos que os depoimentos mencionam. Alguém que descreve como o especialista "percebeu logo o que eu estava a sentir sem eu explicar muito" está a dar-lhe uma pista sobre o estilo intuitivo desse profissional. Alguém que refere que "explicou cada carta com muito detalhe" está a confirmar um estilo mais estruturado e didático.
Estes pormenores, lidos com atenção, ajudam a formar uma imagem mais completa do que qualquer descrição que o próprio especialista escreve sobre si mesmo, precisamente porque vêm de quem já viveu a experiência do lado do consulente, na mesma posição em que se encontra agora.
Há ainda um padrão útil a procurar nos depoimentos: repetição. Se vários depoimentos diferentes, escritos por pessoas distintas em alturas distintas, mencionam consistentemente a mesma qualidade, "muito paciente", "explica tudo com clareza", "vai direto ao assunto", essa repetição é mais fiável do que um único elogio isolado, por mais entusiástico que seja. Um elogio pontual pode refletir uma boa consulta específica; um padrão que se repete ao longo de vários depoimentos reflete, com mais probabilidade, uma característica genuína e consistente do especialista.
Vale ainda considerar a data dos depoimentos disponíveis. Um especialista cujos depoimentos mais recentes continuam a elogiar as mesmas qualidades que os mais antigos sugere consistência ao longo do tempo. Uma mudança percetível no tom dos depoimentos mais recentes, para melhor ou para pior, pode ser um sinal de que algo mudou na forma como esse profissional trabalha atualmente, informação que só a leitura atenta e comparativa dos depoimentos consegue revelar.
Quando faz sentido voltar sempre ao mesmo especialista
Se, por outro lado, encontrar um especialista com quem sente uma sintonia genuína logo na primeira consulta, há um benefício real em construir uma relação continuada com essa pessoa ao longo do tempo, em vez de procurar sempre alguém novo.
Um especialista que já o acompanha há algum tempo conhece o contexto da sua vida de uma forma que nenhum profissional novo consegue replicar numa primeira consulta. Já sabe que padrões costuma repetir, já tem uma noção do que já foi trabalhado anteriormente, e consegue perceber com mais rapidez quando uma nova situação é, na verdade, uma variação de algo que já apareceu antes numa consulta passada. Esta continuidade tem um valor que a novidade de experimentar sempre alguém diferente não consegue oferecer.
Isto não significa que se deva sentir preso a um único especialista por lealdade ou por hábito, especialmente se surgir uma questão muito distinta das que costuma trazer. Mas para questões que se repetem ou que se desenvolvem ao longo de vários meses ou anos, como um processo de autoconhecimento contínuo ou uma situação relacional complexa que atravessa várias fases, manter-se com o mesmo profissional costuma trazer um valor cumulativo que compensa amplamente a curiosidade de experimentar sempre alguém novo. A escolha entre continuidade e variedade não tem uma resposta universalmente certa, depende do tipo de acompanhamento que procura e da natureza da questão que está a viver em cada momento específico da sua vida.
Conclusão
Escolher um especialista de tarot não precisa de ser uma decisão feita inteiramente ao acaso, nem uma aposta cega baseada apenas numa fotografia simpática ou numa descrição bem escrita e cuidadosamente redigida. É uma escolha que se pode tornar bastante mais consciente quando se sabe, à partida, que tipo de pergunta se traz, que tipo de leitura se prefere pessoalmente, e que sinais concretos procurar tanto num perfil como numa primeira consulta real.
No final, depois de considerar todos estes critérios, resta sempre um último fator que nenhuma lista consegue substituir: a confiança que sente ao ler sobre uma pessoa específica, ou ao falar com ela nos primeiros minutos de uma consulta. Essa confiança, construída sobre uma escolha informada e ponderada em vez de uma escolha puramente aleatória, é o que transforma uma simples leitura de cartas numa experiência genuinamente útil e memorável para quem a procura com sinceridade. E se a primeira escolha não for perfeita, isso também faz parte natural do processo: cada consulta, mesmo aquela que não corresponde inteiramente às expectativas iniciais, ensina sempre um pouco mais sobre o que realmente se procura da próxima vez que a necessidade voltar a surgir.